

Entrevista - Ecliptyka

(Por João Messias THE ROCKER)
Hoje em dia falar de aquecimento global e dos estragos que estão ocorrendo na nossa natureza é algo que sempre está presente na mídia, seja nos noticiários, nos jornais e no mundo virtual.
E em alguns casos, embora seja uma mensagem obrigatória para todos, muitos acabam perdendo o interesse no assunto, pois a forma massiva de passar a mensagem acaba cansando as pessoas que estão em frente a TV. Mas o quinteto paulistano Ecliptyka soube falar do tema sem soar chato, piegas e panfletário, em seu debut A Tale Of Decadence, que pode ser considerado uma das melhores estréias do metal nacional em muitos anos.
Mesclando peso, melodia e vocais inspirados, a banda nos prima com músicas que serão futuros clássicos como Dead Eyes, We Are The Same, Splendid Cradle e a sua versão em português chamada Berço Esplêndido, e nessa entrevista para a Die Fight, o baixista Eric Zambonini nos conta da temática do disco, a participação de um grande nome da cena nacional, a repercussão do trabalho e muito mais!
João Messias THE ROCKER: Antes de lançarem o debut, vocês haviam disponibilizado uma faixa para uma coletânea virtual da Rádio Rock Freeday, onde podemos dizer que foi uma espécie de termômetro para o lançamento do CD. O que essa coletânea ajudou no pré-lançamento de A Tale Of Decadence?
Eric: Qualquer oportunidade de divulgação é boa e sempre bem-vinda, ainda mais em uma coletânea com vários outros artistas. Na época foi ótimo para nós, já que quase ninguém sabia da banda e nossa música de trabalho começo a ficar um pouco mais conhecida
The Rocker: A Tale Of Decadence pode ser considerada uma das melhores estréias do Metal Nacional, pois a banda reuniu composições maduras, inspiradas e embalado numa ótima produção. O que estão achando das críticas e se toda essa repercussão era esperada pela banda?
Eric: Estamos muito felizes com as críticas! Tanto com as críticas da mídia especializada quanto do público em geral. Jamais imaginamos que em tão pouco tempo de CD lançado ele seria tão bem acolhido. Foi esse álbum e sua aceitação que nos abriram portas para diversas oportunidades, inclusive fora do Brasil.
The Rocker: Ao invés de dragões, fadas e contextos regionais, vocês utilizaram como tema do CD o aquecimento global e as conseqüências do mesmo em nosso planeta. Como surgiu esse conceito e embora pareça algo cada vez mais distante, vocês acreditam que o nosso planeta escapará da poluição total?
Eric: A escolha desse tema foi muito natural, o aquecimento global e toda a destruição que o homem causa no planeta são questões muito importantes e urgentes que sempre nos preocuparam. Toda a banda é atenta a essas questões, acredito que sempre estarão presente em nosso trabalho, mesmo que de forma mais sutil.
Quanto à poluição, acho que não é possível escapar da poluição total, mas com a colaboração de todos podemos diminuir bem os índices atuais.
The Rocker: Além do conceito em si, vocês fizeram um amplo trabalho de pesquisa, onde no encarte temos as fontes de inspiração para as letras. Qual membro da banda se encarregou desta parte do trabalho?
Eric: Na verdade, todos os membros participaram dessa elaboração. Queríamos dar as pessoas não só as informações que nos influenciaram nas letras, mas também informação e conteúdo sobre a situação geral do nosso planeta. Juntamente com isso, todo o trabalho da arte foi cuidadosamente analisado para que retratasse exatamente o que era falado nas letras, foi daí que surgiu a idéia de uma cidade destruída etc. Depois de muito avaliarmos, chegamos num contexto final que retrata bem a idéia central do “A Tale Of Decadence”.
The Rocker: Vocês pretendem utilizar este tema no futuro?
Eric: Esse tema é uma constante preocupação para todos nós, principalmente para a Helena que além de bióloga é a maior responsável pela criação das letras, não tem como escapar. (risos).
De uma forma ou de outra estas questões estarão sempre presentes e acho que é muito importante usar o nosso trabalho para conscientizar o maior número de pessoas possível.
The Rocker: Para deixar o álbum mais especial, vocês contaram com algumas participações especiais dos vocalistas Marcelo Carvalho (Hateful) e Danilo Herbert (MIndflow), que cantam em bandas de estilos diferentes do Ecliptyka. O que os levaram a convidá-los e o que acharam do resultado?
Eric: Os dois convites se deram e formas diferentes. O Marcelo e o pessoal do Hateful já eram nossos amigos de longa data, estávamos sempre tocando juntos em eventos e o Marcelo sempre fez participações em nossos shows. Durante a composição de “We Are The Same” tínhamos uma idéia para os vocais que encaixava perfeitamente na voz do Marcelo e ele logo topou o convite.
Já a participação do Danilo foi um “estalo” que tivemos. Já estávamos finalizando as gravações quando percebemos que uma participação dele iria acrescentar muito à música! Ficamos um pouco preocupados, pois o convite foi feito de última hora e o Mindflow estava se preparando para a turnê americana, mas o Danilo foi ótimo e logo se prontificou a gravar. E ficamos muito felizes com o resultado final das duas músicas.

The Rocker: A participação de Danilo Herbert realmente é surpreendente, pois nas canções Splendid Cradle e Berço Esplendido ele usa uma linha bem diferente da sua habitual. Essa linha foi composta pela banda ou ele trouxe este estilo especialmente para essa canção?
Eric: Deixamos o Danilo bem à vontade para cantar a sua maneira. Ele chegou ao estúdio com várias idéias e ficou livre para improvisar nas duas versões. Acredito que foi a melhor coisa que fizemos, pois suas idéias eram sensacionais e casavam muito bem com a música.
The Rocker: Ainda falando em Berço Esplendido, que é a versão em português para Splendid Cradle, que está como bônus no CD. Essa canção ganhou muito mais força cantada no nosso idioma e ao mesmo tempo ela tem a capacidade de atrair as pessoas que nem são tão ligadas em Metal, além de servir como trilha para os animes. Qual a opinião das pessoas em relação a essa canção e se a executam ao vivo?
Eric: Muitas pessoas adoram a versão em português e em vários shows nos pedem para tocá-la, outros nem tanto.
Gostamos muito das duas versões e nos shows tentamos fazer uma mescla das duas, é uma forma de agradar a todos sem preferência.
The Rocker: Vocês lançaram o CD pela Die Hard Records. O que os levaram a assinar com eles e o que estão achando do trabalho feito pelo selo até agora?
Eric: A parceria com a Die Hard está sendo muito boa! Sempre admiramos o trabalho deles com as bandas e com a Ecliptyka não foi diferente, são muito atenciosos com o nosso trabalho e nos ajudam muito na divulgação e em tudo que precisarmos.
The Rocker: Em março passado vocês abriram o show da Tarja Turunem. Como é abrir um show para artistas internacionais e qual a reação do público ao som de vocês?
Eric: Abrir um show de outro artista é sempre um risco, pois o público não está ali pra ver o seu trabalho. Estávamos muito tensos já que o nosso CD tinha acabado de ser lançado e aquele seria o primeiro feedback, além se ser o show com maior público que já fizemos.
Não poderíamos ter esperado reação melhor! O público foi fantástico e agitou do começo ao fim! Foi um dos melhores shows que já fizemos e muitos novos fãs passaram a acompanhar nosso trabalho depois desse dia. Foi muito gratificante!
The Rocker: Obrigado pela entrevista! Deixem uma mensagem aos leitores da Die Fight!
Eric: Eu que agradeço pela oportunidade! Bom, gostaria de agradecer aos leitores e pedir pra que fiquem ligados que logo temos nosso primeiro videoclipe saindo. Esperamos que gostem!!!
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